Na tentativa de conter a degradação ambiental devido ao turismo desorganizado, a ONG Pequena Semente monitora as principais atrações naturais do Sana e tem como principal objetivo o desenvolvimento da consciência ecológica na região.
Cada visitante é cadastrado na “portaria” da trilha que leva às cachoeiras do Circuito das Águas. É proibido o acesso de animais domésticos, aparelhos de som e apetrechos para churrasco ou qualquer outro tipo de comida, prevenindo bastante a degradação do meio ambiente.
Por uma trilha limpa e sinalizada por cerca de 20 minutos, guiados por um guia local, chegamos à Cachoeira do Escorrega. Para crianças que gostam de divertir-se escorregando num “toboágua” natural esta é a melhor cachoeira, possui piscinas com pouca correnteza, tornando a brincadeira segura para qualquer idade.
Caminhando à frente, passamos pelo “Recanto das Borboletas” e seguimos para Cachoeira-Mãe, que leva este nome em razão do perfil de uma mulher marcado na rocha, semelhante à imagem de Nossa Senhora.
Da base da queda já ouvíamos os gritos dos turistas e locais que se jogavam num escorrega no volume d´água arremessando-se numa piscina logo abaixo, num salto em torno de 12 metros de altura a 90 graus de inclinação. Sentamos por ali e ficamos fotografando, filmando e curtindo as peripécias dos “loucos” que surfavam, saltavam e escorregavam dali. O Matheus a toda hora soltava um “NOOOSSAAA!”, encantado com a “loucura” dos jovens.
Em certo momento, encheu-se de coragem e queria de qualquer jeito “brincar” naquele escorrega. Explicamos para ele os vários motivos pelo qual não permitiríamos tal façanha (segurança, o tamanho dele, etc.), mesmo assim insistiu, pois: - “não somos a Família Muller Aventura”? Com paciência, voltamos a explicar que aventura tem limite e que aquele era o nosso. Neste caso, nossa aventura seria observar os “aventureiros”. Meio insatisfeito ficou por ali com aquela carinha de “eu queria ir...” Até que o guia nos chamou para continuarmos a trilha até a Cachoeira Sete Quedas, onde poderíamos entrar na água.
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Antes passamos pela Cachoeira do Pai avistando-a de cima, pois para chegar à queda apresenta um grande grau de dificuldade, todos os caminhos que levam até ela são complicados. Ali de cima, mais jovens aventuram-se saltando de uma altura de mais ou menos 16 metros.
Avistamos também um pedaço da Cachoeira do Filho, que fica entre a do Pai e da Mãe, mas só tem acesso a ela quem faz o chamado "circuito das águas" e vier pelo meio da Cachoeira-Pai, um caminho perigoso e não aconselhável para crianças. Ela tem outro tobogã que leva direto para o poço da Cachoeira-Mãe. Sua descida é muito emocionante e rápida mas, radical a ponto de provocar escoriações nas costas, indicada apenas para quem está instruído e acompanhado por alguém que conhece.
Ao fim da trilha, chegamos à Cachoeira das Sete Quedas que tem este nome por apresentar em seu curso uma queda d'água representada em uma escadaria natural. Com a orientação do guia, entramos embaixo das quedas d'água e sentimo-nos como se estivéssemos atravessando um tubo. A experiência foi muito gostosa.
Antes de voltarmos, ficamos curtindo um “cantinho” especial da cachoeira, onde numa tremenda paz, ouvindo o barulhinho d´água, ficamos os três ali aproveitando a hidromassagem e olhando o céu.
Conhecemos assim todo o Circuito das Águas, um “parque aquático natural” formado pela Sete Quedas, Cachoeira-Mãe, Cachoeira-Pai e Cachoeira-Filho, que junto à com a do Escorrega formam as Cachoeiras do Rio Peito de Pombo.
O nome do rio foi dado devido a mais uma das maravilhas do Sana, a formação rochosa conhecida por "Peito do Pombo" que, vista de determinados ângulos, assemelha-se à figura de um pombo pousado sobre uma pedra a 1.120m de altitude. Para chegar lá é preciso reservar um dia inteiro, o acesso só é permitido com o acompanhamento de guias (contatar junto ao Grupo de Defesa Ecológica Pequena Semente) sendo 15 pessoas o número máximo por grupo.
Em média, são três horas para subir e duas para descer, disseram-nos que vale a pena a subida pelo visual, onde do cume avista-se o litoral de Macaé, Cabo Frio, Búzios, Rio das Ostras e Barra de São João.
Ficamos tentados a subir, mas por orientação dos guias da Pequena Semente, desistimos, pois acharam que seria muito puxado para o Matheus. Encaramos como um incentivo para um dia voltarmos ao Sana.
Tema: Ecoturismo
Autor: Família Muller
Data: 16/8/2006