Tema:Ecoturismo
Autor: Família Muller
Data: 16/8/2006
O Sana é rico em recursos
hídricos e com seu visual
selvagem e clima quente atrai locais e turistas para suas cachoeiras
nos feriados, finais de semana e férias.
Na tentativa de conter a degradação ambiental
devido ao turismo desorganizado, a ONG Pequena Semente monitora
as principais atrações naturais do Sana e tem
como principal objetivo o desenvolvimento da consciência
ecológica
na região.
Cada visitante é cadastrado na “portaria” da
trilha que leva às cachoeiras do Circuito das Águas. É proibido
o acesso de animais domésticos, aparelhos de som e apetrechos
para churrasco ou qualquer outro tipo de comida, prevenindo
bastante a degradação do meio ambiente.
Por uma trilha limpa e sinalizada por cerca de 20 minutos,
guiados por um guia local, chegamos à Cachoeira do
Escorrega. Para crianças que gostam de divertir-se escorregando
num “toboágua” natural
esta é a melhor cachoeira, possui piscinas com pouca
correnteza, tornando a brincadeira segura para qualquer idade.
Caminhando à frente, passamos pelo “Recanto
das Borboletas” e seguimos para Cachoeira-Mãe,
que leva este nome em razão do perfil de uma mulher
marcado na rocha, semelhante à imagem de Nossa Senhora.
Da base da queda já ouvíamos os gritos dos turistas
e locais que se jogavam num escorrega no volume d´água
arremessando-se numa piscina logo abaixo, num salto em torno
de 12 metros de altura a 90 graus de inclinação.
Sentamos por ali e ficamos fotografando, filmando e curtindo
as peripécias dos “loucos” que surfavam,
saltavam e escorregavam dali. O Matheus a toda hora soltava
um “NOOOSSAAA!”,
encantado com a “loucura” dos jovens.
Em certo momento, encheu-se de coragem e queria de qualquer
jeito “brincar” naquele
escorrega. Explicamos para ele os vários motivos pelo
qual não permitiríamos tal façanha (segurança,
o tamanho dele, etc.), mesmo assim insistiu, pois: - “não
somos a Família Muller Aventura”? Com paciência,
voltamos a explicar que aventura tem limite e que aquele era
o nosso. Neste caso, nossa aventura seria observar os “aventureiros”.
Meio insatisfeito ficou por ali com aquela carinha de “eu
queria ir...” Até que o guia nos chamou para continuarmos
a trilha até a Cachoeira Sete Quedas, onde poderíamos
entrar na água.
Antes passamos pela Cachoeira do Pai avistando-a de cima, pois
para chegar à queda apresenta um grande grau de dificuldade,
todos os caminhos que levam até ela são complicados.
Ali de cima, mais jovens aventuram-se saltando de uma altura
de mais ou menos 16 metros.
Avistamos também um pedaço da Cachoeira do Filho,
que fica entre a do Pai e da Mãe, mas só tem
acesso a ela quem faz o chamado "circuito das águas" e
vier pelo meio da Cachoeira-Pai, um caminho perigoso e não
aconselhável para crianças. Ela tem outro tobogã que
leva direto para o poço da Cachoeira-Mãe. Sua
descida é muito
emocionante e rápida mas, radical a ponto de provocar
escoriações nas costas, indicada apenas para
quem está instruído e acompanhado por alguém
que conhece.
Ao fim da trilha, chegamos à Cachoeira das Sete Quedas
que tem este nome por apresentar em seu curso uma queda d'água
representada em uma escadaria natural. Com a orientação
do guia, entramos embaixo das quedas d'água e sentimo-nos
como se estivéssemos atravessando um tubo. A experiência
foi muito gostosa.
Antes de voltarmos, ficamos curtindo um “cantinho” especial
da cachoeira, onde numa tremenda paz, ouvindo o barulhinho
d´água,
ficamos os três ali aproveitando a hidromassagem e olhando
o céu.
Conhecemos assim todo o Circuito das Águas, um “parque
aquático natural” formado pela Sete Quedas, Cachoeira-Mãe,
Cachoeira-Pai e Cachoeira-Filho, que junto à com a do
Escorrega formam as Cachoeiras do Rio Peito de Pombo.
O nome do rio foi dado devido a mais uma das maravilhas do
Sana, a formação rochosa conhecida por "Peito
do Pombo" que, vista de determinados ângulos, assemelha-se à figura
de um pombo pousado sobre uma pedra a 1.120m de altitude. Para
chegar lá é preciso reservar um dia inteiro,
o acesso só é permitido com o acompanhamento
de guias (contatar junto ao Grupo de Defesa Ecológica
Pequena Semente) sendo 15 pessoas o número máximo
por grupo.
Em média, são três horas para subir e duas
para descer, disseram-nos que vale a pena a subida pelo visual,
onde do cume avista-se o litoral de Macaé, Cabo Frio,
Búzios, Rio das Ostras e Barra de São João.
Ficamos tentados a subir, mas por orientação
dos guias da Pequena Semente, desistimos, pois acharam que
seria muito puxado para o Matheus. Encaramos como um incentivo
para um dia voltarmos ao Sana.
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