As colônias dos pescadores em Buzios
As marcas de um passado vivido na base da pesca, hoje apagadas pelo turismo
Principal meio de trabalho dos antigos moradores da península depois do turismo, a pesca em Búzios formou um meio de aprendizagem, cultura e subsistência. Apesar dos ventos buzianos soprarem 300 dias por ano dificultando a prática da pesca, os nativos não desanimam, partem da praia do Canto e navegam por mais de uma hora por dia para chegar aos melhores pontos de pesca com anzol, as ilhas Âncora, Gravatá e Ilhota.
A cidade conta com algumas colônias, uma delas localizada no centro muito bem orgnizada, os pescadores pagam R$ 5,00 mensais para ter serviço médico e cadastro na Captania dos Portos. A Colônia da Rua das Pedras ainda oferece escolas de Alfabetização e aulas de Inglês, em geral filhos de pescadores da aldeia. O local é muito bem aproveitado e a organização dos participantes também formou um coral que se apresenta nos fins-de-semana e uma feirinha de artesanatos que apresenta produtos de todos os tipos aos sábados. Na colônia se encontra também o Museu Histórico de Armação dos Búzios que mostra histórias e fatos da cidade.
São oferecidos trabalhos sociais pela associação, como a legalização das embarcações, o cadastro dos pescadores de Buzios no ministério da agricultura, aulas de espanhol e inglês, serviço dentário, cursos de capacitação profissional, apontando sempre para a conscientização e preservação da pesca artesanal, mostrando os importância e os valores da profissão.
Na Colônia ainda são promovidas reuniões entre os pescadores todas as terças para resolver todos os problemas ligados a comunidade pesqueira e o desenvolvimento de novas técnicas.
Para aqueles que vem a Búzios com o fim de se aventurar nas águas da península em busca de boa pesca, na colônia é possível alugar um barco para a prática ou para passear pela região. Por menos de R$ 30 por hora os visitantes tem a opção de alugar uma trainera e a vantagem de pescar ao lado de pescadores natos e ainda desfrutar do conforto. Brasileiros, Argentinos, Italianos e turistas dos lugares mais inóspitos nunca deixam de venerar a boa caipirinha servida a bordo.

A festa mais importante da comunidade de pescadores é a de São Pedro, em 29 de junho. A imagem de N.Sra. de Santana parte da igrejinha da padroeira da pesca e é levada até um barco. Os barcos dos pescadores são enfeitados com bandeirinhas coloridas e partem numa procissão que dura o dia todo. À tarde, o barco que transportava a imagem encosta no deck e uma multidão a acompanha de volta até a igreja. Como o festejo acontece no período de férias, a cidade fica lotada de turistas de todas as partes do mundo.
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